Opus Entretenimento: 50 anos depois, segue construindo o show business brasileiro
Empresa celebra cinco décadas ampliando atuação em toda a cadeia do entretenimento ao vivo, da gestão de venues ao agenciamento artístico, produção de turnês e operação de ticketing
Poucas empresas do entretenimento brasileiro conseguiram atravessar cinco décadas acompanhando as transformações do mercado. Ao completar 50 anos, a Opus Entretenimento chega a esse marco apostando na expansão de um modelo que vai além da produção de shows: a construção de um ecossistema integrado capaz de atuar em diferentes etapas da cadeia do entretenimento ao vivo.
Hoje, a companhia realiza mais de 3 mil eventos por ano, impacta aproximadamente 5 milhões de espectadores e opera oito casas de espetáculos distribuídas por seis estados brasileiros, consolidando uma das maiores estruturas privadas de entretenimento do país.
A estratégia também prevê crescimento da operação com a abertura de dois novos espaços: um teatro no empreendimento Kempinski Laje de Pedra, em Canela (RS), com capacidade para 400 pessoas, e uma nova casa de espetáculos no bairro do Tatuapé, em São Paulo, preparada para receber até 2.800 espectadores.
De produtora regional a grupo nacional
A trajetória da empresa começou em 1976, quando Geraldo Lopes fundou a então Opus Promoções, em Porto Alegre. Logo nas primeiras produções, o espetáculo Uma Noite em Buenos Aires lotou quatro sessões consecutivas, indicando o potencial de um mercado que ainda dava seus primeiros passos na profissionalização da produção cultural no Brasil.

Nos primeiros anos, a operação era enxuta. Com apenas três colaboradores, o próprio fundador acumulava funções que iam da produção artística à operação de bilheteria. Foi também nesse período que a empresa passou a incentivar o teatro gaúcho, produzindo Bailei na Curva, espetáculo que permanece em cartaz há mais de quatro décadas.
Em 1984, Carlos Konrath iniciou sua trajetória na companhia distribuindo panfletos pelas ruas. Décadas depois, se tornaria um dos principais responsáveis pela expansão da Opus e pela consolidação do modelo de gestão de teatros e casas de espetáculos.

“Passamos a ser reconhecidos pelo carinho dos artistas e conseguimos provar para a sociedade que éramos uma empresa séria. Tudo foi construído com persistência, e isso nos tornou longevos”, relembra Geraldo Lopes.
A aposta em um ecossistema completo
Ao longo dos anos, a Opus promoveu apresentações de artistas nacionais e internacionais como Eric Clapton, Ray Charles, Cyndi Lauper, Rita Lee, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Diana Krall, B.B. King e Elza Soares, entre muitos outros.
Mas uma das principais mudanças estratégicas da empresa aconteceu em 2007, com a inauguração do Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. A partir dali, a gestão de venues passou a integrar o modelo de negócios da companhia, que gradualmente estruturou uma rede própria de teatros e arenas.

Hoje, a Opus administra oito espaços distribuídos pelo país:
- Teatro do Bourbon Country (Porto Alegre)
- Arena Opus (Florianópolis)
- Teatro Bradesco (São Paulo)
- Vibra São Paulo
- Teatro Sabesp Frei Caneca (São Paulo)
- Teatro RioMar Recife
- Teatro RioMar Fortaleza
- Teatro Riachuelo Natal
“O meu trabalho sempre foi proporcionar ao público uma experiência inesquecível. Nosso grande orgulho está em promover espetáculos com infraestrutura de excelência, som e luz de alto nível, conforto e a preocupação constante em transformar cada evento em um momento único na vida das pessoas”, afirma Carlos Konrath.
Integração da cadeia do entretenimento
Além da operação de casas de espetáculo, a empresa ampliou sua atuação para praticamente toda a cadeia do entretenimento ao vivo. Atualmente, produz shows e turnês, realiza agenciamento artístico, administra venues e opera sua própria plataforma de venda de ingressos, consolidando um modelo de negócios integrado.
A partir de 2013, a família Zaffari assumiu o controle da companhia. Em 2024, Lucas Zaffari passou a ocupar a posição de CEO, trazendo foco em governança, compliance, controladoria e fortalecimento da gestão estratégica. No ano seguinte, a empresa anunciou a criação do Instituto Cultural Opus (ICO), voltado ao desenvolvimento de projetos socioculturais e educativos em parceria com a iniciativa privada.

“Ao lado de uma equipe de mais de 200 colaboradores em todo o Brasil, trabalhamos para impulsionar a cultura e proporcionar ao público experiências únicas, realizando o sonho de ver grandes artistas ao vivo”, afirma Lucas Zaffari.
Um modelo que acompanha a evolução da indústria
Além da produção de turnês internacionais com artistas como Kiss, Guns N’ Roses, Avril Lavigne, Paramore, Evanescence, Norah Jones e Ray Charles, a companhia também atua no management de artistas brasileiros como Paula Fernandes, Roupa Nova e Maurício Manieri, além de produzir no país o espetáculo Disney On Ice. Recentemente, a Opus também passou a integrar a sociedade do festival João Rock, ampliando sua presença em grandes ativos do entretenimento nacional.

Ao completar cinco décadas, a empresa reforça uma estratégia cada vez mais presente entre grandes operadores globais do setor: deixar de atuar apenas como promotora de eventos para construir um ecossistema capaz de integrar produção, gestão de venues, agenciamento, ticketing e ativos culturais. Um movimento que acompanha a evolução do mercado brasileiro e evidencia como modelos de negócios diversificados vêm ganhando espaço na indústria do entretenimento ao vivo.