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Luis Justo: da banda cover do Iron Maiden ao comando de uma das maiores operações do show business global
Personalidades

Luis Justo: da banda cover do Iron Maiden ao comando de uma das maiores operações do show business global

“Cliente não compra produto, compra proposta de valor.”
Role
Trajetória

Linha do tempo

00s

De acadêmico a CEO

Luis cursou engenharia de produção, trabalhou no mercado financeiro, passou pela PwC e se tornou CEO da Osklen aos 28 anos.

2011

Rock World

Luis Justo chega à empresa responsável pelo Rock in Rio. Começa ali uma nova fase da carreira — e uma transformação na própria escala do negócio.

2023

The Town

Uma nova propriedade nasce em São Paulo. A primeira edição reúne cerca de 500 mil pessoas em cinco dias no Autódromo de Interlagos.

2026

Conselho

Depois de 15 anos como CEO, Justo deixa a posição executiva e passa a integrar o Conselho da Rock World. A nova função tem foco mais estratégico, incluindo a construção de experiências e novos produtos ao lado de Roberto Medina.

O início

Antes do Palco

Antes do Palco

Há uma história curiosa por trás de um dos executivos mais conhecidos do show business brasileiro.

Antes dos grandes palcos, dos camarins, dos patrocinadores e das negociações com alguns dos maiores artistas do mundo, Luis Justo queria ser um deles.

Adolescente, apaixonado por heavy metal, escolheu o baixo justamente porque queria tocar como Steve Harris, fundador e baixista do Iron Maiden. Chegou a montar uma banda cover do grupo.

Mas a carreira profissional tomou outro caminho: engenharia, mercado financeiro, consultoria, moda e, finalmente, entretenimento.

Carreira

Alguns números

15 Anos como CEO da Rock World 2011 → 2026
17 Edições do Rock in Rio Brasil, Portugal, Espanha e Estados Unidos durante seu período à frente da companhia.
900 mil Fãs no The Town Da primeira edição do festival, em 2023, com cerca de 500 mil fãs, até a segunda, em 2025, com cerca de 420 mil fãs.
Rock in Rio

Quando a música voltou

Quando a música voltou

Em 2011, um headhunter o procurou para assumir a liderança executiva do Rock in Rio. A coincidência tinha um componente quase cinematográfico.

O executivo que havia abandonado a ideia de seguir carreira na música estava prestes a trabalhar ao lado de Roberto Medina, justamente o homem responsável por criar um dos maiores festivais da história.

Em artigo publicado pela Billboard Brasil em setembro de 2026, Justo contou que Roberto Medina se tornou, para ele, uma espécie de ídolo dos negócios — depois de ter passado a adolescência admirando Steve Harris.

A oportunidade também representava um desafio completamente diferente. O Rock in Rio não era uma empresa tradicional. Era uma marca criada em torno de um evento que acontece em períodos específicos, mas cuja relevância precisava permanecer viva entre uma edição e outra.

E foi justamente nessa dimensão que a atuação de Justo ganhou importância.

“

Muito antes de me tornar CEO e hoje conselheiro de um dos maiores festivais de música do mundo, eu queria estar em cima do palco.

Visão

De festival a plataforma de entretenimento

Quando Justo assumiu a Rock World, a companhia tinha o Rock in Rio como seu principal ativo.

Ao longo dos anos seguintes, a operação se expandiu.

O Rock in Rio ganhou novas edições internacionais, incluindo Lisboa e Madrid, além da experiência em Las Vegas. A empresa também passou a desenvolver novos projetos e propriedades, entre eles o The Town, lançado em São Paulo em 2023.

A própria estrutura corporativa da Rock World passou a refletir essa transformação.

Relatórios de sustentabilidade da companhia mostram uma organização com áreas executivas dedicadas a operações, finanças, parcerias, reputação de marca e direção artística, além da liderança executiva e do conselho.

A lógica já não era simplesmente:

produzir um festival.

Era construir uma empresa capaz de operar diferentes propriedades de entretenimento.

01

Festival

O ponto de partida. Um evento concentrado em determinados dias, com artistas, público, patrocinadores e uma operação de grande escala.

→
02

Marca

O festival deixa de ser apenas um evento. Passa a representar uma propriedade de entretenimento com identidade própria, relacionamento com público e valor para parceiros.

→
03

Experiência

A entrega deixa de estar restrita ao palco. Música, gastronomia, tecnologia, conteúdo, marcas, ativações e serviços passam a fazer parte da experiência.

→
04

Plataforma

A lógica passa a ser maior que um festival. A Rock World passa a operar diferentes propriedades e experiências, incluindo Rock in Rio, The Town e Lollapalooza Brasil.

“

Cliente não compra produto, compra proposta de valor.

Proposta de valor

A experiência como negócio

A experiência como negócio

A frase acima resume uma parte importante da visão de Justo sobre negócios.

Em entrevista e palestras, o executivo frequentemente aborda a experiência como elemento central para transformar consumidores em fãs.

Em setembro de 2026, durante palestra em Curitiba, já como conselheiro da Rock World, Justo voltou a defender essa ideia ao falar sobre diferenciação: empresas precisam transformar a experiência entregue ao cliente em parte de sua proposta de valor.

No entretenimento ao vivo, essa lógica ganha outra dimensão. O consumidor não compra apenas acesso a um artista.

Compra uma experiência.
Uma memória.
Uma história para contar.

E, para as marcas, compra-se também a possibilidade de fazer parte dessa experiência.

Livro

A visão de um executivo

Em 2024, Justo publicou o livro C.E.O.

Conectar, Equilibrar, Orientar, transformando parte dos aprendizados acumulados durante sua carreira em um framework de liderança.
A ideia parte de três verbos:

CONECTAR
Pessoas, equipes, propósito e negócio.

EQUILIBRAR
Curto e longo prazo. Resultado e cultura. Pressão e liderança.

ORIENTAR
Dar direção para que diferentes pessoas consigam caminhar na mesma direção.

O conceito também aparece em entrevistas recentes sobre sua trajetória e liderança.

A visão de um executivo
“

Todo negócio, independente se é um produto ou serviço, pode e deve se diferenciar na experiência e transformar seu cliente em fã.

Mais do que festivais

O legado

O legado

Em 2026, Luis Justo deixa a posição de CEO da Rock World depois de 15 anos e passa a integrar o Conselho da Rock World, com atuação mais estratégica e participação na construção de novas experiências e produtos ao lado de Roberto Medina.

A trajetória de Justo na Rock World atravessa a expansão internacional do Rock in Rio, a criação do The Town e a consolidação de uma operação que passou a trabalhar entretenimento não apenas como evento, mas como marca, experiência e negócio.

Mas talvez o elemento mais interessante esteja justamente na origem.

Um garoto que queria tocar Iron Maiden.

Um engenheiro que escolheu negócios.

Um executivo que chegou à moda.

Um CEO que passou 15 anos construindo alguns dos maiores eventos de entretenimento do país.
E agora, um conselheiro olhando para o próximo capítulo.